Sujeito oculto | O que é e exemplos
O sujeito oculto é aquele que não está expresso na sentença, mas pode ser identificado.
Caminhei até a escola ontem. (Sujeito de “caminhar” = eu)
Um gato surgiu de trás da árvore e me olhou. (Sujeito de “olhar” = um gato)
As crianças fizeram silêncio quando ouviram a voz da mãe. (Sujeito de “ouvir” = as crianças)
O sujeito oculto é utilizado para evitar repetições, mas, se usado incorretamente, pode tornar o texto ambíguo.
Para garantir que um sujeito oculto não torne seu texto ambíguo, use o corretor de texto do QuillBot.
O que é sujeito oculto?
O sujeito oculto é também chamado de sujeito implícito ou sujeito elíptico.
O sujeito é oculto quando ele não está expresso na sentença, mas pode ser recuperado no contexto ou identificado por meio da desinência verbal. Ou seja, dizemos que o sujeito é oculto quando ele está elidido.
A elipse do sujeito é usada para evitar repetição. A identificação do sujeito elidido pode ser feita de duas maneiras:
Identificação do sujeito pela desinência verbal
Uma das formas de identificar um sujeito oculto é observar a desinência do verbo.
- Sairei cedo amanhã.
- Terminaste de ler o livro?
Nas sentenças anteriores, o sujeito oculto pode ser identificado por meio da desinência do verbo.
Na primeira, o verbo está flexionado na primeira pessoa do singular (desinência “-ei”), portanto, o sujeito é “eu”.
Na segunda, o verbo aparece flexionado na segunda pessoa do singular, cuja desinência é “-ste”. Logo, o sujeito é “tu”.
As sentenças com sujeito explícito ficariam assim:
- Eu sairei cedo amanhã.
- Tu terminaste de ler o livro?
Identificação do sujeito pelo contexto
Outra maneira de identificar um sujeito que está oculto é pelo contexto, ou seja, pelas orações que aparecem antes daquela em que o sujeito está elidido.
- Eu comprei um bolo delicioso, mas estava muito doce para o meu gosto.
- Ela disse que gostou do filme.
Nessas sentenças, o sujeito oculto pode ser recuperado pelo contexto.
Na primeira, o sujeito de “estar” é “um bolo”, que ocupa posição de objeto do verbo “comprar” na sentença anterior.
Na segunda, a desinência do verbo também desempenha um papel na identificação do sujeito: “gostou” está flexionado na terceira pessoa do singular, restringindo o sujeito a “ele”, “ela” ou “você”. O contexto indica que o sujeito de “gostar” é “ela”, que aparece na primeira sentença como sujeito do verbo “dizer”.
Estas são as sentenças equivalentes com sujeito explícito:
- Eu comprei um bolo delicioso, mas o bolo estava muito doce para o meu gosto.
- Ela disse que ela gostou do filme.
- Ele disse que leu o livro.
- Ele leu o livro que eu comprei.
No primeiro exemplo, o “que” introduz uma oração subordinada objetiva direta. Ou seja, “que leu o livro” é objeto direto do verbo “dizer”. Aqui, portanto, o “que” é uma conjunção integrante.
Já no segundo exemplo, o “que” é parte de uma oração subordinada adjetiva. Ou seja, “que eu comprei” é adjunto adnominal de “livro”. Nesse caso, o “que” é um pronome relativo.
Sujeito oculto e indeterminado: qual é a diferença?
A diferença entre sujeito oculto e indeterminado é que, embora nenhum dos dois esteja explícito na sentença, apenas o sujeito oculto pode ser identificado.
- Tocaram a campainha.
- Ana e Cláudia entraram pelo portão e tocaram a campainha.
Em ambos os exemplos, o verbo “tocar” está flexionado na terceira pessoa do plural. Na primeira sentença, o sujeito é indeterminado, pois não pode ser identificado.
Já no segundo exemplo, o sujeito da última sentença pode ser recuperado na anterior: “Ana e Cláudia” é o sujeito explícito do verbo “entrar” e o sujeito oculto do verbo “tocar”.
Sujeito oculto | Exercícios
Perguntas frequentes sobre sujeito oculto
- Quais são alguns exemplos de frases com sujeito oculto?
-
Estas são algumas frases com sujeito oculto:
- Fale mais baixo! (Sujeito de “falar” = você)
- Encontraste as chaves? (Sujeito de “encontrar” = tu)
- Tomei um copo de água. (Sujeito de “tomar” = eu)
- Fomos ao cinema. (Sujeito de “ir” = nós)
- Arthur sabe que precisa estudar. (Sujeito de “precisar” = Arthur)
- Mateus quer viajar para o exterior. (Sujeito de “viajar” = Mateus)
- Ouvi os professores conversando. Falavam de você. (Sujeito de “falar” = os professores)
- Ela leu o livro, mas achou muito chato. (Sujeito de “achar” = ela)
Você pode parafrasear as frases com sujeito oculto usando a ferramenta de reescrever texto do QuillBot e decidir qual tipo de sujeito se adequa melhor ao seu texto.
- O que é oração sem sujeito?
-
A oração sem sujeito, ou com sujeito inexistente, é uma estrutura em que o conteúdo do verbo não é atribuído a ninguém. Ou seja, não há um ser que desempenhe ou experiencie o que é expresso pelo verbo. Não há sujeito.
As orações sem sujeito ocorrem sempre com um verbo impessoal flexionado na terceira pessoa do singular.
Exemplos:
Verbo “haver” como sinônimo de “existir”, de “acontecer” ou de tempo decorrido
- Nesta rua, há dois supermercados.
- Houve algo muito estranho naquela tarde.
- Estava esperando havia muitas horas.
Verbos “fazer”, “passar” e “ser” com referência a tempo
- Faz dois anos que moro nesta casa.
- Já passou das onze horas da manhã.
- É hora de acordar.
Verbos que expressam fenômenos da natureza
- Amanheceu antes do esperado.
- Choveu durante a noite.
- Ventava muito naquela cidade.
Para garantir a conjugação correta dos verbos impessoais em uma oração sem sujeito, use o corretor de texto do QuillBot. - Quais são os tipos de sujeito?
-
Os tipos de sujeito são: simples, composto, expresso, oculto, indeterminado e inexistente.
Exemplos:
Sujeito simples (apenas um núcleo)
- Maria foi a primeira a chegar.
Sujeito composto (pelo menos dois núcleos)
- Maria e Carla foram as primeiras a chegar.
Sujeito expresso
- Eles falaram muito sobre o novo projeto.
Sujeito oculto (não está expresso, mas pode ser identificado)
- Eles estão felizes. Falaram muito sobre o novo projeto.
Sujeito indeterminado (não está expresso e não pode ser identificado)
- Disseram que você gosta de poesia..
Sujeito inexistente (ou oração sem sujeito)
- Chove sem parar.
Para saber mais sobre os tipos de sujeito, converse com o Chat IA do QuillBot.
Sources in this article
We encourage the use of reliable sources in all types of writing. You can cite this article using the button or explore the sources we used below.
This Quillbot articleMiliorini, R. (9 de janeiro de 2026). Sujeito oculto | O que é e exemplos. Quillbot. Retrieved 10 de janeiro de 2026, from https://quillbot.com/pt/blog/sintaxe/sujeito-oculto/
CEGALLA, D. Novíssima gramática da língua portuguesa. 48 ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2009.
CUNHA, C.; CINTRA, L. Nova gramática do português contemporâneo. 7 ed. Rio de Janeiro: Lexicon, 2017.
AZEREDO, J. C. Gramática Houaiss da língua portuguesa. 3 ed. São Paulo: Publifolha, 2010.
Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa.