Sujeito composto | O que é e exemplos

O sujeito composto é o sujeito que tem mais de um núcleo.

O núcleo é o elemento central do sujeito, que define sua estrutura e significado.

Sujeito composto: exemplos
Eu e Maria fomos ao cinema.

Os pais e as mães devem comparecer à reunião.

Nem a chuva forte nem o vento frio a impediram de sair de casa.

Lucas, Pedro e Júlia chegaram atrasados.

Todos os celulares e outros aparelhos eletrônicos devem ser desligados.

O sujeito composto segue regras de concordância específicas. Se tiver dúvida na hora de escrever, use o corretor de texto gratuito do QuillBot.

O que é sujeito composto?

O sujeito composto é aquele que possui pelo menos dois núcleos.

Exemplos de sujeito composto
Em ambos os exemplos a seguir, os sujeitos são compostos, pois possuem mais de um núcleo:

  • Nem João nem Maria conseguiram encontrar o caminho de volta.
  • O céu azul, o vento fresco e o barulho das ondas me acalmaram.

Na primeira sentença, o sujeito possui dois núcleos, “João” e “Maria”. Neste caso, diz-se que esta é uma oração com sujeito composto ou uma oração com dois sujeitos.

No segundo exemplo, há três núcleos do sujeito. Esta sentença, portanto, tem um sujeito composto ou três sujeitos.

Dica
O núcleo é o centro sintático e semântico do sujeito. Ou seja, é o elemento que determina sua estrutura e seu significado.

É o núcleo quem define, por exemplo, a concordância entre os elementos que compõem o sujeito.

Por exemplo:

  • Os livros pesados caíram da estante.

Na sentença anterior, “os livros pesados” é o sujeito e “livros”, o seu núcleo.

Como o núcleo tem gênero masculino e está flexionado no plural, o artigo e o adjetivo ligados a ele também possuem gênero masculino e flexionam no plural: “os” e “pesados”.

Nem todo substantivo que compõe o sujeito funciona como núcleo.

Por exemplo:

  • A entrada e a saída de veículos são feitas por aquela rampa.

O sujeito dessa sentença possui três substantivos, mas apenas dois deles são núcleos: “entrada” e “saída”.

O substantivo “veículos” faz parte do complemento nominal de “saída” e não é núcleo do sujeito.

O núcleo do sujeito pode ser um substantivo ou palavra substantivada, um pronome ou uma oração substantiva.

Os núcleos do sujeito composto: exemplos
  • Miguel e Ana gostam de cozinhar juntos.
  • Eu e tu somos amigos.
  • É necessário que você preencha este formulário e envie para a empresa.

Na primeira sentença, os núcleos são dois substantivos, “Miguel” e “Ana”; na segunda, são dois pronomes, “eu” e “tu”; e, na última, são duas orações substantivas, “que você preencha este formulário” e “[que você] envie para a empresa”.

Um mesmo sujeito pode possuir núcleos de categorias diferentes.

Por exemplo:

  • Ele e Ana gostam de cozinhar juntos.

Aqui, um dos núcleos é um pronome (“ele”) e o outro, um substantivo (“Ana”).

Sujeito simples e composto: qual é a diferença?

A diferença entre sujeito simples e composto é a quantidade de núcleos.

O sujeito simples possui apenas um núcleo.

O sujeito composto possui mais de um núcleo.

Sujeito simples e composto: exemplos
Estas são frases com sujeito simples:

  • João construiu uma casa.
  • Ele escorregou no chão molhado.
  • Falar a verdade exige coragem.

Estas são frases com sujeito composto:

  • Aline e João construíram uma casa.
  • Ele e ela escorregaram no chão molhado.
  • Falar a verdade e assumir as consequências exige coragem.

Um sujeito que está no plural, mas possui apenas um núcleo, é um sujeito simples.

Exemplo:

  • As maçãs foram descascadas.

Um sujeito com muitas palavras, mas apenas um núcleo, também é um sujeito simples.

Exemplo:

  • As maçãs vermelhas do tipo Fuji foram descascadas.

Na sentença acima, o sujeito é “as maçãs vermelhas do tipo Fuji”. Aqui, “vermelhas” e “do tipo Fuji” são ambos adjuntos adnominais do substantivo “maçãs”. O sujeito possui um único núcleo, “maçãs”, por isso é um sujeito simples (mesmo que o substantivo esteja no plural).

Concordância verbal | Sujeito composto

Em geral, o verbo concorda com o sujeito em número e pessoa.

No caso das estruturas com sujeito composto, portanto, o verbo fica no plural. A concordância em pessoa segue a regra da prevalência:

  • A 1a pessoa tem prevalência sobre a 2a e a 3a; a 2a tem prevalência sobre a 3a.

Ou seja, em todos os casos, o verbo se mantém no plural, mas:

  • Se o sujeito possui dois núcleos e um deles está na primeira pessoa, o verbo também fica na primeira pessoa.
  • Se um dos núcleos estiver na segunda pessoa, o verbo fica na segunda pessoa.
  • Nos demais casos, o verbo fica na terceira pessoa.
Concordância do sujeito composto de acordo com a pessoa
  • Eu e Joana fomos ao parque. (ela + eu = nós)
  • Tu e Joana fostes ao parque. (ela + tu = vós)
  • Joana e Maria foram ao parque. (ela + ela = elas)

No primeiro exemplo, um dos núcleos do sujeito composto é o pronome “eu”, de primeira pessoa, o que faz com que o verbo fique também na primeira pessoa.

Na segunda sentença, um dos núcleos do sujeito é o pronome pessoal de segunda pessoa “tu”. Por isso, o verbo fica também na segunda pessoa.

No último exemplo, ambos os núcleos estão na terceira pessoa e o verbo, portanto, também fica na terceira pessoa.

Nota
No português brasileiro contemporâneo, o pronome de segunda pessoa do plural mudou de “vós” para “vocês”, que concorda com o verbo na terceira pessoa.

Por isso, a concordância de segunda pessoa mais comum atualmente seria assim:

  • Você e Joana foram ao parque. (ela + você = vocês)
  • Tu e Joana foram ao parque. (ela + tu = vocês)

Nesses casos, ambos os pronomes de segunda pessoa do singular existentes no português brasileiro (“tu” e “você”) têm o pronome “vocês” como sua forma plural.

Portanto, no português brasileiro contemporâneo, o verbo com sujeito composto em que um dos núcleos é de segunda pessoa apresenta concordância de terceira pessoa.

A concordância de plural com o sujeito composto pode também ser facultativa, a depender da categoria dos núcleos do sujeito e da estrutura gramatical.

Casos de plural facultativo

Em alguns casos, o verbo pode tanto ficar no plural, concordando com o sujeito inteiro, quanto no singular, concordando com o núcleo mais próximo, sem que isso altere o significado da sentença.

Plural facultativo sem mudança de significado: exemplos
  1. Quando o sujeito ocorre após o verbo.

Exemplo:

  • Estavam o cachorro e o gato brincando na grama.
  • Estava o cachorro e o gato brincando na grama.

Nos exemplos anteriores, o sujeito (“o cachorro e o gato”) ocorre após o verbo. Portanto, o verbo pode tanto estar no plural quanto no singular.

  1. Quando os núcleos do sujeito são sinônimos (ou quase sinônimos) ou quando formam uma sequência gradativa.

Exemplo:

  • A paz e a tranquilidade é o que eu busco.
  • A paz e a tranquilidade são o que eu busco.
  • O incômodo, a irritação, a fúria tomou conta do seu rosto.
  • O incômodo, a irritação, a fúria tomaram conta do seu rosto.

Nas duas primeiras sentenças, os núcleos do sujeito são (quase) sinônimos, o que possibilita a concordância do verbo no singular ou plural.

Nas duas últimas, o sujeito é composto por uma sequência gradativa, tornando possível a concordância tanto no singular quanto no plural.

Em outros casos, deixar o verbo no plural ou no singular implica uma mudança de significado. Nessas estruturas, portanto, a escolha por usar o singular ou o plural depende do significado que se deseja comunicar.

Quando os núcleos do sujeito são ligados pelas conjunções “ou” ou “nem”, por exemplo, o verbo pode ficar no plural, concordando com o sujeito inteiro, ou no singular, concordando com o sujeito mais próximo.

Plural facultativo com mudança de significado: exemplos 
  1. Se a conjunção “ou” tiver leitura distributiva, ou seja, se a conjunção se aplicar a apenas um dos núcleos, o verbo fica no singular, concordando com o núcleo mais próximo.

Exemplos:

  • Maitê ou Júlia será eleita presidente.

Nesse caso, o “ou” tem leitura distributiva. Ou seja, ou Maitê será eleita presidente, ou Júlia será eleita presidente, mas não ambas. Por isso, o verbo fica no singular.

  1. Se a conjunção “ou” tiver uma leitura coletiva, ou seja, puder ser atribuída a todos os núcleos do sujeito, o verbo fica no plural.
  • O pai ou a mãe podem buscar o filho na escola.

Aqui, a conjunção tem leitura coletiva. Ou seja, tanto o pai quanto a mãe quanto os dois juntos podem buscar o filho na escola. Portanto, o verbo fica no plural.

Sujeito composto | Atividades


Perguntas frequentes sobre sujeito composto

Quais são algumas frases com sujeito composto?

Estas são algumas frases com sujeito composto:

  • Você e ele precisam conversar.
  • Nem o computador nem o celular estavam funcionando.
  • Os pais, os alunos e os professores devem estar presentes.
  • Helena ou Juliana vai ganhar a olimpíada de matemática.
  • É evidente que você estuda e que se dedica.
  • Agrada Maria que ele chegue cedo e prepare o café.
  • Eu e Pedro gostamos de jogar futebol.
  • Estudar durante o dia e trabalhar durante a noite é exaustivo.

Em alguns casos, a concordância de plural com o sujeito composto pode ser facultativa. Para não errar, use o corretor de texto gratuito do QuillBot.

Qual é a diferença entre sujeito e objeto?

Sujeito e objeto são elementos ligados ao verbo. A diferença entre eles pode ser:

Estrutural:

  1. O sujeito concorda com o verbo em número e pessoa; o objeto não precisa concordar com o verbo.
  2. Normalmente, o sujeito aparece antes do verbo e o objeto, depois.

Ou de significado:

  1. Em termos gerais, o sujeito é aquele que executa ou experiencia a ação descrita pelo verbo e o objeto é o elemento sobre o qual recai essa ação, complementando o sentido do verbo.
  • A mulher abraçou a criança.

Nessa sentença, o verbo “abraçou” está flexionado na terceira pessoa do singular. O termo “a mulher” também está na terceira pessoa do singular, em relação de concordância com o verbo.

“A mulher” está antes do verbo e “a criança”, depois.

“A mulher” é quem abraça e “a criança” é quem é abraçada.

Portanto, “a mulher” é o sujeito e “a criança” é o objeto.

Se quiser aprender mais sobre conceitos gramaticais como sujeito, objeto direto e objeto indireto, pergunte ao Chat IA do QuillBot.

O que é oração sem sujeito?

A oração sem sujeito, ou com sujeito inexistente, é uma estrutura em que o conteúdo do verbo não é atribuído a ninguém. Ou seja, não há um ser que desempenhe ou experiencie o que é expresso pelo verbo. Não há sujeito.

As orações sem sujeito ocorrem sempre com um verbo impessoal flexionado na terceira pessoa do singular.

Exemplos:

Verbo “haver” como sinônimo de “existir”, de “acontecer” ou de tempo decorrido

  • Nesta rua, dois supermercados.
  • Houve algo muito estranho naquela tarde.
  • Estava esperando havia muitas horas.

Verbos “fazer”, “passar” e “ser” com referência a tempo

  • Faz dois anos que moro nesta casa.
  • passou das onze horas da manhã.
  • É hora de acordar.

Verbos que expressam fenômenos da natureza

  • Amanheceu antes do esperado.
  • Choveu durante a noite.
  • Ventava muito naquela cidade.


Para garantir a conjugação correta dos verbos impessoais em uma oração sem sujeito, use o corretor de texto do QuillBot.

Quais são os tipos de sujeito?

Os tipos de sujeito são: simples, composto, expresso, oculto, indeterminado e inexistente.

Exemplos:

Sujeito simples (apenas um núcleo)

  • Maria foi a primeira a chegar.

Sujeito composto (pelo menos dois núcleos)

  • Maria e Carla foram as primeiras a chegar.

Sujeito expresso

  • Eles falaram muito sobre o novo projeto.

Sujeito oculto (não está expresso, mas pode ser identificado)

  • Eles estão felizes. Falaram muito sobre o novo projeto.

Sujeito indeterminado (não está expresso e não pode ser identificado)

  • Disseram que você gosta de poesia..

Sujeito inexistente (ou oração sem sujeito)

  • Chove sem parar.

Para saber mais sobre os tipos de sujeito, converse com o Chat IA do QuillBot.

Fontes deste artigo

Recomendamos fortemente o uso de fontes confiáveis para todos os tipos de trabalhos escritos. Você pode citar nosso artigo ou explorar os artigos listados a seguir para obter mais informações.

Este artigo do QuillBot

Miliorini, R. (10 de fevereiro de 2026). Sujeito composto | O que é e exemplos. Quillbot. Acessado e 27 de março de 2026, em https://quillbot.com/pt/blog/sintaxe/sujeito-composto/

Fontes

CEGALLA, D. Novíssima gramática da língua portuguesa. 48 ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2009.

CUNHA, C.; CINTRA, L. Nova gramática do português contemporâneo. 7 ed. Rio de Janeiro: Lexicon, 2017.

AZEREDO, J. C. Gramática Houaiss da língua portuguesa. 3 ed. São Paulo: Publifolha, 2010.

Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa.

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Rafaela Miliorini, PhD

Rafaela é licenciada em Letras (língua portuguesa e literatura) e é mestra e doutora em Linguística. Sua especialidade é a sintaxe das línguas naturais.

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