Colocação pronominal é a forma como os pronomes oblíquos átonos são posicionados em relação ao verbo na língua portuguesa.
Existem três posições de colocação pronominal: antes do verbo, no meio do verbo e depois do verbo.
Colocação pronominal: exemplosNão me avisaram sobre a mudança de horário. (Próclise)
Quando te encontrei, fiquei muito feliz. (Próclise)
Dar-te-ei uma resposta amanhã. (Mesóclise)
Informar-lhe-ei os resultados da reunião. (Mesóclise)
Entregue-me os documentos. (Ênclise)
Contei-lhe toda a verdade. (Ênclise)
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Principais pontos
A colocação pronominal possui três formas principais: próclise (antes do verbo), mesóclise (no meio do verbo) e ênclise (depois do verbo), cada uma com regras próprias de uso.
A próclise é obrigatória quando há palavras ou estruturas atrativas, como palavras negativas, pronomes relativos, advérbios (sem pausa), conjunções subordinativas e orações exclamativas ou optativas.
A mesóclise só ocorre com verbos no futuro do presente ou no futuro do pretérito, desde que não exista nenhuma palavra que exija a próclise. Quando não há motivo para próclise e o verbo está nesses tempos, a mesóclise prevalece.
Em locuções verbais e tempos compostos, a posição do pronome depende do verbo principal e da presença de palavras atrativas, sendo proibida a ênclise com verbos no particípio e aplicando-se as regras gerais de próclise, mesóclise e ênclise aos demais casos.
Ênclise: exemplosEntrego-te os relatórios todas as semanas.
Ontem, contaram-me a novidade.
Explicava-lhe tudo com paciência.
Sente-se, por favor.
Quero ajudá-los neste projeto.
Foi aproximando-se devagar.
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Principais pontos
A ênclise é a colocação do pronome oblíquo átono depois do verbo, ligado por hífen, como em “contaram-me”, “sente-se” e “ajudá-los”.
Ela é usada quando não há motivo para próclise ou mesóclise, especialmente em início de frase, no imperativo afirmativo, no infinitivo impessoal e em orações reduzidas de gerúndio.
A ênclise não ocorre quando há palavras atrativas de próclise, como negativas, advérbios e pronomes, nem com verbos no futuro do presente, no futuro do pretérito ou no particípio.
O artigo também explica adaptações ortográficas importantes, como “amar” + “o” = “amá-lo” e “deram” + “a” = “deram-na”, além de destacar que, no Brasil, a próclise costuma soar mais natural na fala cotidiana.
Próclise é a colocação do pronome oblíquo átono antes do verbo sem ligação por hífen, por causa de palavras atrativas ou estruturas específicas.
Próclise: exemplosNinguém lhe contou a verdade.
A pessoa que me ajudou foi muito gentil.
Todos se levantaram quando ela entrou.
Aqui se trabalha bastante.
Como se explica esse fenômeno?
Que Deus te proteja!
Desejo que lhe deem uma oportunidade.
Se você criou um resumo sobre a próclise em um editor de texto e gostaria de transformá-lo em uma apostila para compartilhar, você pode converter Word em PDF com o Quillbot e enviar esse arquivo sem risco de modificar a formatação do texto.
Principais pontos
A próclise acontece quando o pronome oblíquo átono vem antes do verbo, como em “me contou”, “se arrependeu” e “lhe entregaram”.
Ela é usada principalmente quando há palavras atrativas antes do verbo, como negativas (“não”, “nunca”), advérbios (“sempre”, “talvez”), pronomes (“quem”, “tudo”, “alguém”) e conjunções subordinativas (“embora”, “porque”, “quando”).
Também aparece em frases interrogativas, exclamativas e optativas, como “Quem te contou isso?”, “Como te admiro!” e “Que Deus te proteja!”.
Quando não há fator de próclise, podem ocorrer outras colocações pronominais: ênclise, com o pronome depois do verbo, ou mesóclise, usada no futuro do presente e no futuro do pretérito em contextos formais.
Publicado em
12 de junho de 2026
por
Fernanda Ziober, Ma.
Revisado em
26 de junho de 2026
A mesóclise é quando o pronome oblíquo átono vem entre o radical e a desinência do verbo, ligado por dois hífens.
A mesóclise ocorre somente no futuro do modo indicativo, seja no futuro do presente ou no futuro do passado.
Mesóclise: exemplosDar-lhe-ei a resposta amanhã. (Futuro do presente)
Contar-vos-ei toda a verdade. (Futuro do presente)
Fá-lo-ei quando puder. (Futuro do presente)
Arrepender-se-iam depois. (Futuro do pretérito)
Tornar-nos-íamos parceiros. (Futuro do pretérito)
Dir-vos-ia a verdade. (Futuro do pretérito)
Se você quiser usar a mesóclise da maneira correta, em um texto formal, por exemplo, teste reescrever texto com o Quillbot.
Principais pontos
A mesóclise é a colocação do pronome oblíquo átono no meio do verbo, entre o radical e a terminação, como em “entregar-lhe-ei” ou “encontrar-nos-íamos”.
Ela só ocorre no futuro do presente e no futuro do pretérito do indicativo, sendo mais comum em contextos formais e rara na fala cotidiana no Brasil.
A mesóclise não deve ser usada quando há palavras que exigem próclise, como negativas, advérbios e conjunções subordinativas: o correto é “Não me entregarei”, e não “Não entregar-me-ei”.
O artigo também explica combinações de pronomes e adaptações ortográficas, como “convidá-los-ei” e “construí-lo-ei”, para ajudar você a aplicar a regra corretamente.
A voz passiva sintética é um tipo de voz passiva, ou seja, ocorre nas frases em que o sujeitorecebe ou sofre a ação.
A voz passiva sintética é construída por: verbo principal + pronome apassivador + sujeito paciente.
O pronome apassivador também é conhecido como partícula apassivadora.
Voz passiva sintética: exemplosVendem-se carros usados.
Alugam-se apartamentos.
Resolveu-se o problema rapidamente.
Faziam-se festas todo ano.
Publicaram-se os resultados ontem.
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Agente da passiva é o termo que pratica a ação na voz passiva.
O agente da passiva vem sempre introduzido pela preposição “por”.
Agente da passiva: exemplosO relatório foi revisado pelo coordenador.
As flores foram regadas pela jardineira.
O prêmio foi entregue pelo apresentador.
As malas foram carregadas pelos funcionários.
A redação foi corrigida pela orientadora.
O jantar foi servido pelo garçom.
As ruas foram limpas pela prefeitura.
O computador foi consertado pelo técnico.
O anúncio foi divulgado pela empresa.
As encomendas foram separadas pelos empregados.
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A voz passiva analítica é um tipo de voz passiva, ou seja, ocorre nas sentenças em que o sujeito recebe ou sofre a ação.
A voz passiva analítica é construída por: sujeito paciente + verbo auxiliar + verbo no particípio; e, opcionalmente, o agente da passiva.
O verbo no particípio é o verbo principal que vem conjugado e concordando com o sujeito.
Voz passiva analítica: exemplosA carta foi enviadapelo diretor.
Os exercíciosforam corrigidospela professora.
O jantar será preparadomais tarde.
As portassão abertas às oito horas.
A salaera limpa todos os dias.
O campeonato foi vencidopelo time visitante.
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Alugam-se bicicletas na praia. (Voz passiva sintética)
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Sujeito paciente é o sujeito que sofre ou experiencia a ação do verbo numa sentença.
O sujeito paciente é parte integrante da voz passiva e não acontece na voz ativa.
Sujeito paciente: exemplosA vacina foi distribuída nos postos de saúde. (Voz passiva analítica)
Os móveis foram montados ontem. (Voz passiva analítica)
A estrada foi bloqueada pela chuva. (Voz passiva analítica)
O uniforme será entregue amanhã. (Voz passiva analítica)
As chaves foram encontradas no escritório. (Voz passiva analítica)
Exibiu-se o filme no festival. (Voz passiva sintética)
Apagaram-se as mensagens acidentalmente. (Voz passiva sintética)
Modificou-se a receita recentemente. (Voz passiva sintética)
Atualizaram-se os computadores esta semana. (Voz passiva sintética)
Visitou-se a exposição durante o feriado. (Voz passiva sintética)
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