Quais são os recursos para criar hipérbole?

A hipérbole pode ser criada com diversos recursos, como:

  • Usando comparações: 
    • Ex.: O bebê é tão branco quanto o leite.
  • Repetindo palavras: 
    • Ex.: Toda manhã, ela coloca quilos e quilos de maquiagem.
    • Ex.: Você é o Sol da minha vida.

É muito comum o uso de palavras relacionadas à quantidade, como “milhares” ou “toneladas”, além de superlativos, como “o mais”, “o melhor”, entre outros recursos.

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Qual é um exemplo de prosopopeia na literatura?

Em Perto do Coração Selvagem, Clarice Lispector utiliza prosopopeia para “dar vida e voz” a objetos domésticos:

O silêncio arrastou-se zzzzzz.

O guarda-roupa dizia o quê? Roupa-roupa-roupa.”

No trecho, a autora ainda usa onomatopeia (“zzzzzz”), figura de linguagem em que palavras imitam ou sugerem sons.

As figuras de linguagem conferem à cena um tom lúdico e inquietante que é típico da prosa clariciana.

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Qual é o principal efeito da prosopopeia no texto?

O principal efeito da prosopopeia é ampliar a expressividade do texto, fazendo o leitor ou ouvinte se envolver mais.

A prosopopeia é uma figura de linguagem muito utilizada na literatura para:

  • Estimular a imaginação: vento que “sussurra”, rio que “canta”.
  • Tornar a cena vívida: relógio que “corre”, chama que “dança”.

Além disso, essa técnica é frequentemente aplicada na escrita e na fala do dia a dia também para:

  • Acrescentar humor ou exagero: planta que “suplica” por água.
  • Dar força à mensagem: comida que “chama” para comer.

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Qual é um exemplo de prosopopeia?

“O medo perambulava pela aldeia enquanto a noite caía” é um exemplo de prosopopeia. O medo é uma emoção, logo não pode perambular por uma aldeia ou qualquer outro lugar.

Este também é um exemplo de como a prosopopeia pode dar vida a uma descrição.

Outros exemplos de prosopopeia são:

  • O frio me deu um tapa na cara.
  • Enquanto passava pela cozinha, o sorvete me chamou do congelador.
  • A aconchegante cabana me abraçou com seu calor.

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Qual é um exemplo de personificação na música?

Um exemplo típico de personificação está na música As praias desertas, de Antônio Carlos Jobim e Vinícius de Moraes:

“As praias desertas continuam

Esperando por nós dois

A este encontro eu não devo faltar

O mar que brinca na areia

Está sempre a chamar

Agora eu sei que não posso faltar…”

Na canção-poema, o mar “brinca” e “chama”, verbos que supõem vontade e projetam intencionalidade, típicos do ser humano.

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Por que escritores usam personificação?

A personificação é usada por diferentes razões. Ao descrever entidades não humanas com características humanas, os escritores buscam:

  • Criar empatia. Quando o vento “sussurra” ou o rio “canta”, o leitor sente essas coisas quase como se fossem gente.
  • Revelar a relação do personagem com algo. Se o carro “abraça” ou a casa “acolhe” quem chega, fica claro que existe um vínculo afetivo entre eles.
  • Deixar a cena mais vívida. Um relógio que “corre” ou uma chama que “dança” formam imagens fáceis de imaginar e prendem o leitor na história.

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Qual é um exemplo de personificação na prosa?

Em São Bernardo, Graciliano Ramos utiliza personificação para dar traços humanos a bichos e fenômenos da natureza:

“Lá fora os sapos arengavam, o vento gemia, as árvores do pomar tornavam-se massas negras.”

Este também é um exemplo de como a personificação pode dar vida a uma descrição.

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A sinestesia é empregada na poesia com frequência?

Sim, a sinestesia é uma figura de linguagem muito frequente na poesia e em outros textos literários.

No Brasil, a sinestesia ganhou força com o movimento literário do Simbolismo do fim do século XIX e permaneceu viva nas prosas e poesias do Modernismo.

Um exemplo é o soneto Cristais, do poeta simbolista Cruz e Sousa.

“Era um som feito luz, eram volatas*
Em lânguida espiral que iluminava,
Brancas sonoridades de cascatas
Tanta harmonia melancolizava.”

*Volatas são séries de notas executadas rapidamente.

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Que tipos de sinestesia existem?

Não existe uma classificação única e universal para os tipos de sinestesia.

Com base nos sentidos envolvidos na combinação sinestésica, é possível organizar as expressões das seguintes formas:

  1. Visual-auditiva (“cores estridentes”, “luz barulhenta”)
  2. Auditivo-tátil (“som macio”, “voz áspera”)
  3. Visual-gustativa (“doce cor de uva”)
  4. Gustativo-olfativa (“cheiro doce”, “aroma amargo”)
  5. Auditivo-gustativa (“voz doce”, “tom amargo”)
  6. Olfativo-tátil (“aroma seco”, “odor cortante”)
  7. Auditivo-olfativo-visual (“melodia azulada e adocicada”)

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